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O amor à Maria Santíssima

 

 

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

 

Na vida somos tomados de muitas preocupações, é bem verdade que muitas delas são tolas, não deveríamos gastar nosso precioso tempo com elas e porque gastamos deixamos de dar passos largos no progresso espiritual.

Uma das preocupações descabidas que muitos católicos têm é o receio de tributar amor a Nossa Senhora, isso com certeza influenciado pelos erros protestantes que vemos por todos os lados na sociedade.

Quando um católico não se empenha em seguir a sã doutrina Católica que é a mesma sã doutrina infalível de Nosso Senhor Jesus Cristo o que resulta disso é trocar o certo pelo errado, e assim, eles pensam, eu não posso ter muito amor a Nossa Senhora, pois isso vai fazer com que Nosso Senhor fique para segundo plano, ora isso é um grande erro, pois, todo amor a Nossa Senhora só existe porque ela nos trouxe Nosso Senhor Jesus Cristo, e é esta a grande razão pela qual queremos Maria Santíssima como nossa Rainha, ela é a mãe do Rei Jesus.

Mas como podemos fazer para reparar esse erro caso o tenhamos cometido? Basta seguir a escola de Maria a virgem que sabe ouvir, sem escutar bem e acolher a Palavra de Deus não saberemos como devemos agir na nossa vida espiritual.

Na verdade, nenhum homem neste mundo é capaz de tributar a Maria Santíssima o amor que ela merece. No dia em que de fato conhecermos verdadeiramente o valor inestimável do Sim de Nossa Senhora e a consequência disso, talvez chegaremos perto de compreender a grandiosidade do bem que ela fez a humanidade, ao dar à luz ao salvador do gênero humano.

É Maria Santíssima quem ensina a Igreja a ouvir a Palavra de Deus, porque foi ela quem primeiro aprendeu a escutar a Palavra de Deus e não apenas a escutar, mas a colocar em prática.

Tendo dado esses passos, prosseguiremos ao encontro do amor de Maria que não quer outra coisa que nos levar a Jesus, ela que amou com amor eterno seu Divino filho, ela que o trouxe em seio puríssimo, ela que o alimentou com seu leite sagrado, ela que o ensinou a dar os primeiros passos, ela que o ensinou a rezar. Sabendo de todos esses feitos não tem como pensar que amar a Maria é excluir Nosso Senhor, pois é impossível amar a Maria Santíssima, sem, contudo, amar a Deus, pois foi Deus quem a fez para nós e no-la entregou como mãe e medianeira.

Mergulhemos no mar de Maria Santíssima e encontremos Jesus Nosso Senhor, Ele jamais nos recriminará por te-la amado, pois todo filho sente orgulho de saber que as pessoas gostam de sua mãe, com o Filho por excelência não seria diferente, pois, se os filhos pecadores gostam que amem as suas mães, quanto mais o Filho de Deus.

Diante de tudo isso, meus leitores, busquemos insistentemente coroar nossa Senhora com nosso amor filial, rezando o rosário, o ofício da Imaculada Conceição, confessando e assistindo a Santa Missa, pois, não existem coisas que mais agradam a mãe de Deus do que ver seus filhos procurarem Nosso Senhor constantemente.

“A santa Mãe de Cristo, que se reconhece mãe dos cristãos em virtude desse mistério, mostra-se também sua mãe pelo cuidado e amor que tem por eles. Não é insensível para com os filhos, como se não fossem seus; suas entranhas, fecundadas uma só vez, mas nunca estéreis, jamais se cansam de dar à luz frutos de piedade”[i]

Amemos a Maria com amor terno, amemos a Maria Santíssima com toda certeza de que em nada isso desagrada a Deus, pois Deus a amou por primeiro, quando a Escolheu dentre todas as mulheres da terra para ser a mãe do verbo encarnado, para ser a única mulher capaz de reparar o erro de Eva que por sua desobediência trouxe a desgraça ao mundo, ao passo que Maria Santíssima por sua submissão a Deus, resgatou a graça perdida e é por isso a Toda cheia de Graça.

Salve Maria Santíssima, nossa mãe!

 

[i] Sermões de São Guerrico, abade. Sermo I in Assumprione beatae Mariae

1 Comentário

  1. Erik disse:

    Um belo e edificante texto!

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