Ao encontrardes um sacerdote

As conversões ao Catolicismo
30 de julho de 2019
O amor à Maria Santíssima
3 de agosto de 2019

 

 

Ao encontrardes um sacerdote

 

Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

 

Muitas vezes na nossa vida deixamos muitas coisas importantes no que tange o espiritual passar despercebido. A seguir mostrei alguns exemplos.

São poucos os católicos que sabem do benefício espiritual de se usar por exemplo, o santo escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Além disso desconhecem as obrigações e também o modo de usar. O escapulário deve ser usado no pescoço e tão somente no pescoço, nunca no braço ou no pé ou em qualquer outro lugar.

Quem usa o escapulário, deve rezar todos os dias três ave Marias além de suas outras orações pessoais, deve beijar o santo Bentinho todo dia ao acordar e invocar a Rainha dos Carmelitas.

Mas o objetivo principal deste pequeno texto é instruir os fiéis acerca do comportamento ao encontrar um sacerdote católico em seu caminho.

Deve-se ater que encontrar um sacerdote no seu caminho é uma benção de Deus para você, portanto, se deve imediatamente cumprimenta-lo pedindo a benção e não querendo beijar seu rosto, não se cumprimenta um sacerdote beijando o rosto e nem abraçando-o.

            Ao pedir a bênção, o fiel deve responder Amém, quando receber a benção e não obrigado, como algumas pessoas respondem. São Francisco de Assis disse que se em seu caminho encontrasse um anjo e um sacerdote, primeiro saudaria o sacerdote e em seguida, o anjo, pois embora o primeiro viva na presença de Deus, o segundo trás Deus para os homens.

É importante que os fiéis católicos tenham consciência de que a presença sacerdotal é de salutar importância para o progresso espiritual de um povo, disse certa feita são João Maria Vianney, deixe uma paróquia sem um cura e os fiéis viram bichos.

A assistência espiritual de um sacerdote é de grande valor para quem deseja alcançar a santidade desejada por Deus para todos os seus filhos.

Quando de fato, os fiéis tomarem consciência do milagre que Deus proporciona a humanidade pelas mãos do sacerdotes por meio da transubstanciação, eles irão enxergar melhor o homem de Deus e de certa forma tirar todo o proveito possível do ministério que Deus instituiu não para o próprio padre, mas para os outros, o sacerdote não é para si mesmo, mas exerce um ofício sagrado pela salvação das almas.

Rezai pelos sacerdotes, auxilia-os nos serviços da missão sacerdotal, colocai seus nomes em primeiro lugar nas orações e verás que Deus fará obras ainda maiores das que tem visto acontecer.

Por meio do sacrifício da santa Missa, o sacerdote, liberta almas do purgatório, dá alívio aos doentes, abre o caminho da conversão e instaura o Reino de Deus.

Os milagres que acontecem na santa Missa são incontáveis, talvez os anjos tenham a consciência, mas nem o próprio sacerdote tem como perceber toda chuva de graça que advém desse sacrifício ilibado.

Portanto, alegrai-vos e exultai quando em seu caminho encontrardes um homem de Deus que trás na veste de luto um grande não ao mundo e um fervoroso sim a Deus.

O sacerdote é um ministro de Deus, e deve se ocupar das coisas referentes a Deus, empenhando-se constantemente para melhorar o trabalho dedicado a Deus e a salvação das almas.

Pois o sacerdote é um homem sangrando que cuida de feridos, tendo essa imagem na nossa mente saberemos como agir com um ministro de Deus, e teremos condições de escolher entre condenar quem nos absolve ou rezar para que se restabeleça sua dignidade sacerdotal.

Os fiéis no entanto, precisam entender que o sacerdote é um homem e isso significa que não podemos exigir dele coisas como se ele fosse Deus, assim como os leigos pecam, o sacerdote infelizmente também peca, e só pode se escandalizar do erro do sacerdote quem nunca cometeu nenhum pecado.

“Cada sacerdote, embora ordenado para ser um Pedro, conserva dentro de si a fragilidade da natureza de Simão. Descreve São Paulo a guerra civil que daí decorre entre Pedro e Sião”[i]

Assim, como o sacerdote não deve se escandalizar ao ouvir confissões, infelizmente a humanidade é frágil e inclinada para o pecado, o que deve nos fazer mais sensíveis uns com os outros.

Porém, isso não significa apoiar ou aprovar o erro, o erro deve ser combatido, mas não se combate o erro matando o pecador, mas auxiliando-o na busca da correção.

Quem condena o sacerdote por seus erros, está agindo no lugar de Deus.

 

 

 

[i] SHEEN, Fulton. O Sacerdote não se pertence, 109

2 Comentários

  1. Colette disse:

    Muito bem, Frei! E beijar a mão do sacerdote, está correto?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *